Em Caxias do Sul, a transição entre solos coluvionares e o basalto alterado da Formação Serra Geral impõe um desafio diário: a variabilidade vertical em poucos metros. Muitas vezes, a sondagem SPT não captura as lentes siltosas que se intercalam com a argila rija, e aí o ensaio CPT entra como ferramenta decisiva. Com o cone piezocone de 15 cm², conseguimos ler a resistência de ponta (qc) e o atrito lateral (fs) a cada 2 centímetros de profundidade, gerando um perfil estratigráfico contínuo sem a perturbação da perfuração. Nos bairros como Desvio Rizzo e Ana Rech, onde o perfil de alteração de rocha é muito irregular, a precisão do CPT reduz a incerteza geotécnica. Quando o projeto exige parâmetros de rigidez para sapatas ou estacas, complementamos a campanha com o ensaio triaxial para validar os critérios de ruptura com amostras indeformadas.
O perfil contínuo do CPT elimina as lacunas do SPT: lemos qc e fs a cada 2 cm, identificando lentes que passariam despercebidas na sondagem a percussão.
