O equívoco mais frequente em obras de médio porte na Serra Gaúcha é confundir a resistência pontual da rocha basáltica com a estabilidade dos mantos de alteração que a recobrem. Em Caxias do Sul, onde a altitude oscila em torno de 817 metros e os vales apresentam espessas camadas de colúvio e solos residuais de basalto, assumir que toda a fundação pode ser direta sem tratamento prévio tem levado a recalques diferenciais severos em galpões industriais do Distrito Industrial. O projeto de vibrocompactação atua justamente sobre esses horizontes granulares heterogêneos, reorganizando a estrutura de grãos por meio de vibradores de profundidade antes que a carga estrutural seja aplicada, o que reduz a porosidade e eleva o módulo de deformação de forma controlada e verificável através de ensaios pós-tratamento como o ensaio CPT, cujas leituras de resistência de ponta permitem mapear zonas tratadas com precisão métrica.
O sucesso de um projeto de vibrocompactação na Serra Gaúcha depende menos da potência do equipamento e mais da correta identificação prévia da distribuição granulométrica ao longo da profundidade.
