Em Caxias do Sul, a gente percebe no campo que o substrato basáltico da Formação Serra Geral raramente é homogêneo. Por baixo da camada de solo residual argiloso, o maciço rochoso em Caxias do Sul apresenta diaclases subverticais e lentes de brecha vulcânica que complicam qualquer escavação mais profunda. A tomografia sísmica de refração e reflexão entra nesse cenário como uma ferramenta decisiva para mapear a continuidade lateral dessas descontinuidades. Quando o projeto exige túneis ou cortes de grande altura em Caxias do Sul, uma sondagem pontual não consegue prever a geometria tridimensional do fraturamento. A sísmica de refração cobre essa lacuna, gerando seções de velocidade compressional que indicam onde o basalto são passa a fraturado ou alterado, permitindo estimar ripabilidade e definir o método executivo. É um investimento técnico que evita surpresas geológicas durante a obra, algo que em Caxias do Sul, com seu relevo de platôs recortados, faz toda a diferença operacional.
A tomografia sísmica em basalto não é um luxo acadêmico: é a diferença entre um plano de fogo superdimensionado e uma escavação controlada.
